sábado, 15 de dezembro de 2018

ATITUDE NO LAR


Certa vez, uma criança de sete anos perguntou à sua mãe, que era famosa apresentadora de programa de TV:

Mãe, por que na tela da televisão você sempre aparece sorrindo e feliz e em casa está sempre séria e nervosa?

A mãe, pega de surpresa, respondeu:

É porque na televisão eu sou paga para sorrir.

E a filha, mais que depressa, tornou a perguntar:

Mãe, quanto você quer ganhar para sorrir também em nossa casa?

*   *   *

A pergunta da garotinha nos oferece motivos de reflexão.

Por que não sorrir no melhor lugar do mundo, que é o nosso lar? Por que não dar para os nossos tesouros mais preciosos o melhor?

Você já parou para observar um irrigador de grama em funcionamento?

Girando, ele irriga toda a grama à sua volta. Mas quando chegamos mais perto, observamos que a grama que está próxima do irrigador, está seca.

O irrigador molha a grama que está distante de si, mas não consegue molhar a grama que está mais próxima.

Será que em nossa família estamos agindo à semelhança do irrigador de grama?

Se estamos, é hora de mudar com urgência. Verifiquemos que, quando um amigo vem à nossa casa, colocamos um sorriso no rosto.

Procuramos ser prestativos, companheiros, perguntamos como ele está, o que tem feito.

Somos extremamente simpáticos. Nosso rosto é a própria expressão da alegria e da camaradagem.

Batemos carinhosamente em suas costas. Olhamos com respeito e amizade nos seus olhos. Sorrimos e sorrimos muito.

Toda nossa atenção, durante o tempo em que ele está conosco, é para ele. Deixamos as nossas atividades habituais, largamos o jornal, deixamos de assistir o programa de TV de que tanto gostamos.

Termina a conversa, o amigo precisa ir embora e despedimo-nos. Acompanhamo-lo até à porta, ficamos acenando até ele desaparecer na rua.

Agora, voltamos para o interior da nossa casa e para nossa família.

Como num passe de mágica, nosso rosto se fecha, ficamos carrancudos.

Vamos ler nosso jornal em silêncio e que ninguém nos perturbe. Passamos a ser outra pessoa.

Junto ao amigo somos pessoas simpáticas e sorridentes. Junto à nossa família somos antipáticos e exigentes. Por quê?

Será que os nossos amores não merecem a nossa atenção e o nosso carinho?

*   *   *

Se nos dermos conta de que estamos agindo mais ou menos como um irrigador de grama, revertamos logo a situação.

Ainda hoje, enquanto estamos com nossos filhos, o cônjuge, nossos pais, sejamos alegres.

Conversemos. Interessemo-nos pela vida deles. O que eles fazem enquanto estamos na escola, no trabalho, na rua?

Eles estão com algum problema? Gostariam de contar?

Narremos histórias de bom conteúdo. Relatemos fatos de nossa experiência. E mostremos nosso sorriso.

Sobretudo, abracemos com carinho, beijemos com amor.

Agindo assim, nossa casa se transformará em um lar.

E ainda hoje todos serão mais felizes.


Redação do Momento Espírita, com base no artigo
O próximo mais próximo, de Alkindar de Oliveira, publicado
na Revista Espírita Allan Kardec,  ano XII, nº 44.
Em 14.12.2018